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Currículo de front-end: como apresentar acessibilidade, desempenho e produto
No currículo de front-end, ligue cada tecnologia a uma qualidade da experiência do usuário: o que ficou mais acessível, mais rápido, mais consistente ou mais fácil de usar, e como você verificou isso. Diga também que decisão de implementação você tomou. React ou Vue na lista de habilidades mostra o ferramental; o tópico de experiência mostra o que você fez com ele.
O front-end é medido pela experiência de quem usa
O trabalho de front-end aparece na tela de alguém. Por isso os tópicos mais fortes falam do efeito para o usuário e de como você sabe que ele aconteceu. Três eixos cobrem a maior parte do que as vagas descrevem: acessibilidade, desempenho e produto (a interface resolver o problema de quem usa).
Para cada eixo, existe uma forma verificável de mostrar o trabalho. Não precisa ser uma métrica de negócio: pode ser um teste com leitor de tela, uma medição de carregamento, um componente que outras telas passaram a usar.
Três eixos e como validar cada um
| Eixo | O que você fez | Como validou |
|---|---|---|
| Acessibilidade | Navegação por teclado, foco visível, rótulos, contraste, semântica HTML | Teste com leitor de tela, auditoria com ferramenta automática, critérios WCAG citados pelo time |
| Desempenho | Divisão de código, imagens otimizadas, menos JavaScript no carregamento, cache | Medição antes e depois em ferramenta de laboratório ou dados de campo (Core Web Vitals) |
| Produto | Fluxo redesenhado com design, estados de erro e vazio, formulários mais claros | Teste com usuários, acompanhamento de eventos, queda de chamados sobre a tela |
| Base de código | Design system, componentes reutilizáveis, testes de componente | Quantas telas ou times passaram a usar, regressões evitadas |
Citar o critério de validação faz diferença. “Melhorei a acessibilidade” é uma intenção. “Corrigi a navegação por teclado do checkout e validei com leitor de tela” é um fato que você consegue explicar numa entrevista.
Tópicos de experiência, antes e depois
Os exemplos são inventados. Os números pertencem ao exemplo; no seu currículo, use só o que você mediu.
Antes: “Desenvolvimento de telas em React seguindo boas práticas.”
Depois: “Refiz o formulário de cadastro em React com rótulos associados, mensagens de erro anunciadas e foco gerenciado; validei a navegação completa por teclado e com NVDA antes do lançamento.”
Antes: “Otimização de performance do site.”
Depois: “Separei o código do painel administrativo do bundle público e passei as imagens do catálogo para formatos modernos com tamanhos responsivos; o LCP da página de produto caiu de 4,1 s para 2,3 s no relatório de campo.”
Antes: “Criação de componentes reutilizáveis.”
Depois: “Criei com o time de design a biblioteca de componentes de formulário em TypeScript, com testes de componente; ela substituiu três versões diferentes de campo de data usadas no app.”
Mostre decisões de implementação, não só o framework
Vagas de front-end mais seniores costumam descrever escolhas: renderização no servidor ou no cliente, gerência de estado, estratégia de testes, organização de um monorepo. Se você participou dessas decisões, elas valem um tópico.
- Renderização: por que a página passou a ser gerada no servidor, ou por que continuou no cliente.
- Estado: o que você tirou de um estado global e levou para cache de servidor, e o problema que isso resolveu.
- Testes: que tipo de teste você escolheu para cada camada (unidade, componente, ponta a ponta) e por quê.
- Migração: como você migrou de uma biblioteca ou versão para outra sem parar as entregas.
O que as vagas de front-end pedem
No catálogo de 02/11/2026, as tecnologias mais citadas nas 25 vagas abertas de Frontend são React (64%), CSS (56%) e TypeScript (48%). A contagem cobre só as vagas do catálogo, com contratação confirmada para quem mora no Brasil, e não mede o peso de cada item numa vaga: acessibilidade, por exemplo, pode ser decisiva numa vaga mesmo aparecendo em poucas.
A página Skills para Frontend mostra o ranking completo, com fundamentos e diferenciais. O guia Como os requisitos de front-end mudam com a senioridade compara os níveis.
Portfólio, GitHub e projetos
Em front-end, um link para algo que funciona ajuda quem contrata a ver o resultado. Não é obrigatório, e um projeto pessoal não substitui experiência profissional, mas pode complementar.
- Prefira um ou dois projetos bem acabados a muitos tutoriais repetidos.
- No README, diga o problema, as decisões e como você testou. É o mesmo raciocínio dos tópicos do currículo.
- Se o trabalho profissional não pode ser mostrado, descreva-o no currículo e use o portfólio para outras coisas.
O guia GitHub e portfólio no currículo detalha onde colocar os links e o que revisar antes.
Perguntas frequentes
O que colocar no currículo de desenvolvedor front-end?
Experiências que mostrem o efeito para o usuário (acessibilidade, desempenho, clareza da interface) e como você validou, decisões de implementação das quais participou e uma seção curta de habilidades. Um portfólio ou GitHub pode complementar.
Como mostrar acessibilidade no currículo?
Descreva o que você corrigiu ou construiu (teclado, foco, rótulos, contraste) e como verificou: teste com leitor de tela, auditoria automática ou critério WCAG. Escrever só “boas práticas de acessibilidade” não mostra nada.
Quais tecnologias as vagas de front-end pedem?
No catálogo de 02/11/2026, as mais citadas nas 25 vagas abertas de Frontend são React (64%), CSS (56%) e TypeScript (48%), contadas por vaga única. O ranking completo, por senioridade, está na página Skills.